quinta-feira, 17 de março de 2011

Escuridão!



Eu não tinha medo de ir ao encontro
Do incerto, duvidoso
Meus olhos eram de alegria
Ao saber que tudo podia...

Não gosto da monotonia do amanhã
Muito menos das noites de solidão
Meu stress está elevado em meio a tudo
Apenas vejo a hora de adormecer em meus sonhos...

Neles, posso ter tudo que almejar
Seja o coração de um homem charmoso e elegante
A vida a dois que tanto desejo
Tudo que sinto tudo que vejo...

Jamais tive medo de cair e novamente levantar
Hoje, sinto-me perdida perante aos tombos levados
Construo muros para que eu possa me apoiar
E neles fico presa, esperando por alguém...

Meus dias ensolarados e de arco-íris
Passam a ser sombrios e de pouca luz
Meu cansaço mostra-se cada vez mais presente
Meu corpo não mais quer acreditar em um milagre...

Sou mulher, criança envolvente
Que busca em si a coragem de um camponês
Que luta arduamente para ter o pouco que consome
Ao se iludir com a própria realidade...


Autor: Deise Aline Ritter

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